De ídolo a fã

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De ídolo a fã

19.12.2014

Era para ser mais uma palestra motivacional para Jenilson Brito Rodrigues, mais conhecido como Mão, goleiro da Seleção Brasileira de Beach Soccer, mas uma pessoa na plateia se destacou aos olhos do atleta. Em bate-papo com colaboradores da Viminas Vidros Especiais, na Serra, ele reencontrou o amigo que o incentivou a jogar futebol.

O laminador Sandro Douglas Pereira Penha, que assistia à palestra, foi, segundo Mão, a fonte de inspiração do atleta e quem deu força a ele no início, cedendo até materiais como luvas e chuteiras, para que ele tivesse condições de jogar, por diversão, no time de Santo Antônio, em Vitória.  Sandro, na época, era goleiro de um dos principais times de futebol de areia do bairro, onde os dois moravam.

“Foi emocionante. Eu estava contando a minha história de vida, falando que meu ídolo era um cara que morava no meu bairro, o melhor goleiro que eu conhecia e que me incentivou a querer ser goleiro, quando percebi que ele estava na plateia. Eu ficava olhando o Sandro jogar e sonhava um dia jogar tão bem quanto ele. Acompanhava o time, e o Sandro me dava várias dicas. Ele sempre foi meu ídolo”, contou Mão.

Para Sandro, o reencontro foi motivo de orgulho. “Ele podia dizer que se espelhou em grandes nomes do futebol nacional, mas me pegou de surpresa quando disse que eu havia sido a fonte de inspiração dele”, disse.

O reencontro entre os dois é a prova, segundo Sandro, de que as pessoas podem ser felizes, mesmo fazendo escolhas diferentes. “Eu me casei, tive filhos e o futebol, para mim, não passou de uma diversão. Escolhi um caminho que considerei ser melhor para mim e para minha família e sou feliz por isso”, afirmou Sandro.

Em ambos os casos, fica uma lição, que foi a que Mão mais fez questão de destacar. “Seja qual for o lugar aonde você quer chegar, o caminho tem que ser o trabalho. Confiar em Deus ajuda, mas nada cai do céu”, destacou Mão.

Filho de pai alcoólatra, o goleiro viu muitos amigos morrerem por causa do tráfico de drogas e ouviu muitas pessoas dizerem que ele seria um marginal. “Mas eu decidi que aquele não seria o meu futuro e batalhei para ser o dono da minha história”, contou.

Hoje, Mão coleciona títulos: já foi cinco vezes campeão da Copa do Mundo Fifa, conquistou três Sul-Americanos, três Copas Latinas, três Copas das Américas, duas Copas das Nações e um Mundial de Clubes e já foi eleito pela Fifa o melhor jogador de beach soccer do mundo.

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